um dia como ontem.uma tarde como de outrora.
a canção continua a mesma.
os momentos distantes,incomuns.
os pensamentos remotos.
momentos que penso,
e olho para onde não a vejo,
mas imagino.
uma chuva como a do passado.
a canção continua a mesma.
seu sorriso dissolve na chuva.
sons que procedem do passado.
pensamentos que sugestivam as lembranças,
trazendo ao momento espontâneo;
acontecimentos,elos de um passado intenso,
de uma era que não pertencia aos olhos.
olho para cima e vejo um pedaço do que ficou.
um som,um sorriso,uma face,um timbre sutil,
uma tarde que jamais pertenceu a ninguém,
onde cada de um de nós somos parte dela,
em que cada suspiro foi dissolvido no tempo.
a chuva ressone um evento paralelo ao que somos.
a canção mostra o que fôra realmente acontecido.
o que frutificou com heranças doces.
hoje não sinto o que um dia senti,
mas sinto que em outrora vivenciei um conto único,
em que nós fomos os atores e escritores,
e que até hoje consigo lê-lo em pensamentos.
(wallace vil)