Ela poderia diluir.
As vezes sinto-a no
alto.
Ainda que não queira,
não posso toca-la.
Nos sonhos ela está
brilhando.
Nas noites ela chega
com impacto.
Ela congela minhas
mãos.
Ela distorce meus
olhares.
Sendo serena.
Ela consegue tremular
minhas respiracoes.
Ela perturba as
sensacoes.
Esse tempo,esse
longinquo tempo.
Ela atravessa.
Ela arrasta sua
solidão.
Sua imagem não se
apaga.
Ela ainda dorme.
Nos meus sonhos ela
brilha.
Minhas palavras não
servem como armas.
Meus atos lutam contra
ela.
Ela perturba os meus
sentimentos.
Esse longinquo espaço.
Esse longinquo
pensamento.
Ela fica passeando nos
elevados frios.
Ela passeia as margens
da solidão.
Ela não sorrir.
Ela não chora.
Ela não canta,
tao pouco fica a mesma.
Meus atos não a
condicionam.
Ela é uma imperadora,
com um amor eterno.
Com sentimentos
programados.
Ela não desce para
mim.
Ela volta a brilhar.
Ela volta a imperar.
Esse trajeto.
Esse longinquo tempo
sem fim.
Ela controla.
Ela me aprisiona a sua
imagem.
Ela não para de
brilhar.
(wallace vil)


