terça-feira, 22 de julho de 2014

stella xvii

Ela poderia ser uma imagem.
Ela poderia diluir.
As vezes sinto-a no alto.
Ainda que não queira,
não posso toca-la.
Nos sonhos ela está brilhando.
Nas noites ela chega com impacto.
Ela congela minhas mãos.
Ela distorce meus olhares.
Sendo serena.
Ela consegue tremular minhas respiracoes.
Ela perturba as sensacoes.
Esse tempo,esse longinquo tempo.
Ela atravessa.
Ela arrasta sua solidão.
Sua imagem não se apaga.
Ela ainda dorme.
Nos meus sonhos ela brilha.
Minhas palavras não servem como armas.
Meus atos lutam contra ela.
Ela perturba os meus sentimentos.
Esse longinquo espaço.
Esse longinquo pensamento.
Ela fica passeando nos elevados frios.
Ela passeia as margens da solidão.
Ela não sorrir.
Ela não chora.
Ela não canta,
tao pouco fica a mesma.
Meus atos não a condicionam.
Ela é uma imperadora,
com um amor eterno.
Com sentimentos programados.
Ela não desce para mim.
Ela volta a brilhar.
Ela volta a imperar.
Esse trajeto.
Esse longinquo tempo sem fim.
Ela controla.
Ela me aprisiona a sua imagem.
Ela não para de brilhar.
(wallace vil)

quinta-feira, 17 de julho de 2014

simboll

posicionamento ébrio
de maneira inépcia
do encontro incondicional
do  lado real não idealizado
aos atos comuns e transparentes
 do homem não paralelo
ao seu interno incondicional
(wallace vil)

quarta-feira, 16 de julho de 2014

stella 15

não posso mais correr.
nem ficar aqui.
partiu sem sorrir.
não sei porque ainda olho...
por que ainda volto...
preciso romper.
assim,comigo,sem você.
partiu sem ter o que não ter.
não voltar.
não parar,
apenas aterrar.

você precisa de alguém.
jamais te soltaria.
                                                                                    eu não precisava.
                                                                                    você pode precisar.
                                                                                    você pode correr.
                                                                                    pode fugir e sorrir,
                                                                                    sem corrigir.
                                                                                    (wallace vil)