domingo, 21 de junho de 2009

Linear

outrora vivia correndo.
hoje vivo preso.
penso hoje como seria.
podia ter me aproximado.prometo ser sincero.
o mesmo homem presente tem o menino remoto.
creio que o maior sonho de um homem nasce no menino.
os dias eram comuns não idealizados.
fazia-me condicionado ao lado real humano,
mas havia o incondicional.
o mesmo presente,
o que cria o eu não idealizado.
queria apenas ser o que continha.
deveras ser doce.um pouco distante do eu mesmo.
sujeitava-me aos atos formais de quaisquer menino,
mas ainda assim era consumido por um universo interno paralelo,
ao qual não cessa.
deveria aceitar o que me cerca.
no entanto,não mais julgo,apenas imagino.
as lembranças remotas presas ao presente,a este externo presente.
lembranças nostálgicas,chias de romances indefinidos.
não aceitarei farsas.confesso!era como um menino condicional qualquer.
o externo aprisionou o interno incondional.
o sufocou,
enfraquecendo seus atos concretos.
creio que isso,o coracao doce que ainda contenho,
não fez o que poderia e o queira ser feito.
ao longo do tempo,sentimentos,pensamentos,
de um um farto coracao não expeliu,
condicionando assim o doce menino no mundo real.
hoje apenas imagino.
todas minhas lembranças condicionadas gritam,
para o coracao incondional.
não me alarmo.
as vezes sinto a sutileza da prisão interna,
o amargo e confortável exílio interno.
ainda não sei como exilar o coracao incondicional.
o mundo condicional jamais aceitara esse coracao aprisionado.
hoje apenas imagino.
hoje tudo isso me faz pensar,
como seria!
como realmente seria!
não afirmo com clareza que a trocaria pelos atos condicionais.
simplesmente imagino como seria.
talvez hoje posso começar a idealizar,
iniciar um exílio interno.
condicionar  o incondicional  de um coracao repleto de vontades,
sem coragem.
não me idealizo como talvez possa parecer,
apenas exponho o que gritaria no mesmo coracao do menino de outrora.
(wallace vil)

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