sexta-feira, 18 de março de 2005

tarde vazia


lancei-me na tarde vazia.
fôra com as mesmas acoes.
distante no cotidiano real.
sorrindo com próprias imaginacoes.
do mesmo jeito,
de mesma outrora.
composto de sutis  pensamentos indefinidos.
consumido pela intensa persistencia interna,
o mesmo do remoto.
o mesmo persistente.
nessa tarde vazia tudo fôra consumido.
tudo fôra distorcido.
tudo fôra como fôra.
tudo deveras como fôra.
devera fôra.
acontecimento consciente e consistente.
remoto de tudo que fôra um dia.
nao afirmo com clareza,
nem certeza,
mas penso como fôra acontecendo.
fugindo do não real incondicional.
aproximando do real natural.
sentindo o que nuca sentira.
presenciando o que nunca fôra presenciado.
gostando de estar no lado imoral,
no lado não idealizado,
às margens da própria imaginacao.
sentindo somente a liberdade,
de tudo que devera de ter me aprisionado.
uma prisão própria e criada,
pela própria mente.
(wallace vil)

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