o inverno se foi e a primavera nos deixou,no entanto o verao jaz a porta.
esta impetulante estacao.
inimiga dos contos.
ainda que o brilho do sol ilumine.
ainda que seu calor nos aqueca,
sinto-me preso nesse periodo desinspirador.
fascinado pelas sugestivas noites frias,
pelo frio do vento que corta minha face.
as ruas caladas,frias e sensatas,
pois seus visitantes acolheram-se.
fugiram do ardente frio.
um pouco de cafe,um papel e uma pena.
a doce melodia da cancao ,
a mesma de outrora.
sim!assim fica sereno,
fica a vontade.
contar tudo o que sinto,
tudo o que penso,
mas o egoismo e' a perda da compaixao.
o individualismo nos isola,
do que tanto ha nesta estacao,
onde se habita um ceu limpido e anil.
uma noite infestada de estrelas,
e porque nao,uma rua repleta de personagens.
com tudo que esta passagem tem,
porque nao,um novo conto.
dar um mergulho nesse mar de verao (sem fim).
nessa praia sem solidao.
nesse encanto verao.
(wallace vil)




